SINDICATO NACIONAL DOS MAQUINISTAS

DOS

CAMINHOS DE FERRO PORTUGUESES

RESERVADO
CP-REGIONAL
CP-L. CURSO
CP-CARGA
CP-PORTO
CP-LISBOA
TRANSDEV
FERTAGUS
ALE
HISTÓRICO
Em 1977, a estrutura sindical existente na CP, 3 sindicatos regionais agrupados numa federação, não davam resposta capaz à quase totalidade dos problemas laborais a que estavam sujeitos os Maquinistas.
Os problemas prendiam-se fundamentalmente com as péssimas condições de trabalho, quer nas locomotivas quer nas instalações de repouso e centros de trabalho, escalas de serviço com 12 horas de trabalho diário, não observando os tempos de repouso mínimo, inexistência de pausas para a tomadas das refeições, obrigatoriedade de trabalho extraordinário diário e em dias de descanso. As formas e critérios de retribuição do trabalho existentes eram altamente lesivas e discriminatórias para os Maquinistas. A par de tudo isto, mantinha a empresa uma atitude repressiva sobre os Maquinistas, fazendo recair sobre estes o espectro do despedimento perante um quadro de insuficiências e atraso tecnológico existente no caminho de ferro que dava origem à maior parte dos acidentes.

A estrutura sindical vertical existente não tinha sensibilidade para os verdadeiros problemas dos Maquinistas e ignorava a quase totalidade das questões exigidas, as quais foram apresentadas num documento-memorando que não obteve receptividade. Este grupo profissional não teve outra alternativa senão começar a discutir no seu seio a necessidade de uma nova estrutura sindical, autónoma e de classe, para a resolução dos problemas da Carreira e que no primeiro momento tinha os seguintes objectivos:


Reivindicação de um regime de trabalho especifico para a tracção.
Reivindicação de um estatuto autónomo para a carreira de Condução-Ferrovia.
Exigência de um novo escalonamento no âmbito da grelha salarial.
Reposição do prémio de condução, atribuição aos Maquinistas de um subsídio de refeição, de turno e do pagamento de ajudas de custo por repouso fora da sede.
Exigência de instalações de repouso e de trabalho dignas.

Os objectivos eram de ordem social, profissional e económicos.

Assim em 4 de Março de 1978, os Maquinistas fundam o SMAQ, estrutura sindical, que desde a primeira hora até hoje, se tem assumido como Não Alinhada, Apartidária e Independente.